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Quatro artistas angolanas apresentam “Muhatu” na Galeria Tamar Golan e saúdam Março Mulher

As artistas angolanas Sofela, Maria Gena, Massuia, Isabel Apolinário vão apresentar-se na Galeria Tamar Golan com “Muhatu”, uma exposição colectiva de quatro mulheres a inaugurar no próximo dia 05 de Março de 2021, pelas 18 horas e que visa saudar o Dia Internacional da Mulher. A mostra ficará patente ao público até ao dia 26 de Março, podendo ser visitada de Segunda a Sexta-feira, das 9h00 às 17h00, na galeria de arte contemporânea da Fundação Arte e Cultura, na Ilha de Luanda.
Os artistas
As novas inclinas da Galeria Tamar Golan para o mês de Março caracterizam-se, embora distanciadas na estrada longa da vida, pelo mesmo espirito que as permite brilhar para o mundo- a paixão pelas artes- permitindo-lhes, aliadas às outras valências, edificar o mundo onde o contraste entre a vida, as dificuldades, o imaginário e o real fazem da vida o que ela é. O carácter, a qualidade da autosuperação, a resiliência com que enfrentaram os desafios da vida, tornam-nas no exemplo de mulheres que fazem diferença no mundo.
A Exposição
MULHER- MUHATU
Quatro mulheres com amor pela arte (desde pintura até escultura).

Março é o mês da Mulher e, em Angola, não é diferente. Um mês de amor, um mês em que se dá mais valor à mulher, quando, na verdade, tal sentimento deveria ser demonstrado diariamente.
Esta exposição congrega quatro (4) guerreiras, todas ligadas pela arte e por este país que é ANGOLA. Isabel Apolinário adora cascas de palmeiras. Forjar daí a sua arte e a capacidade de reciclar evidenciam a forma sublime como exprime os seus sentimentos por esta Angola.
Massuia é natural de Luanda, a única que tem formação em artes plásticas, e já conta com um
considerável percurso artístico e participações em exposições.


Sofela informa, por via da biografia a que tivemos acesso, que estava em tratamento em
Portugal e, sem nada para puder fazer, teve um clik e, do nada, começou a pintar. Desde então, tem vindo a aperfeiçoar a sua técnica e o seu saber, utilizando técnicas que lhe vão sendo passadas por outras pintoras.
Maria Gena assina as obras com o pseudónimo MY, tem mão para joalharia, trabalhava com prata e com aplicação de pedras preciosas. Declarou que, com o confinamento do COVID, despertou em si a chama e, portanto, começou a pintar telas em que o amor ao próximo é lactente. Pouco que se diz em relação a artistas convictas de suas obras. Nada melhor que as acompanhar e viajar em suas pretensões pintadas com múltiplas cores em telas como mundos que desfilarão nas passarelas das nossas vistas ao longo desta EXPO .