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Ano lectivo regista adesão tímida devido aos problemas nos bancos

O ano Lectivo 2021/2022 arrancou oficialmente no dia 1 de Setembro, com uma timidez na adesão dos alunos às suas escolas, devido aos problemas nos bancos onde está domiciliada a verba dos encarregados de educação para a aquisição dos materiais escolares e outras obrigações.

Os pais e encarregados de educação, dizem que ainda não conseguiram matricular os seus filhos por estarem a enfrentar enormes dificuldades na hora de levantar o dinheiro nas instituições bancárias, e o mesmo problema também pode ser observado nos “ATMS”, vulgo Multicaixas.

Com opiniões divididas, alguns entrevistados, alegam que as escolas estão sem materiais de biossegurança, uma vez que o Estado ainda não disponibilizou verbas para que as crianças podessem regressar em segurança às aulas.

“Estou aqui no Banco para ver se consigo alguma coisa para pagar propina, já fiz as confirmações das matrículas, mas quero já pagar uma metade das propinas” disse um cidadão que preferiu o anonimato.

“Eu ainda nem fiz a confirmação nem a matrícula por falta de dinheiro. Se conseguir levantar dinheiro hoje, vou fazer as matrículas dos meus filhos, mas a condição financeira é que determina, a falta de dinheiro é que me condiciona a não reconfirmação das matrículas, nesta altura deparo-me com muitas dificuldades no que toca a retirada de dinheiro nos caixas.” Lamentou.

“Falo isso com muita propriedade porque sou professor, falo tanto como encarregado falo também como quadro do sector da Educação, acredito que não há condições, mesmo na escola onde estou o Director está a enfrentar dificuldade enorme devido a falta de condições. O ministério das Finanças não está a dar o retorno do dinheiro que as Escolas pagam, não há verbas nas escolas estatais o ministério não deu dinheiro para se criar as mínimas condições para as crianças voltarem com segurança nas escolas. Por outra, os pais não têm dinheiro para comprar materiais Escolar, por isso é que adesão está fraca.”Frisou.