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Direcção da ENDE vai processar o sindicato que decretou a greve

Mais de 200 trabalhadores da Empresa Nacional Distribuidora de Eletricidade( ENDE), saíram as ruas de Luanda hoje, Segunda-Feira, para uma greve que teve como principal objectivo reivindicar os atrasos e aumento de salários.

Falando em conferência de Imprensa sobre os pontos constantes no caderno reivindicativo que os funcionários da ENDE remeteram à Direcção, o presidente do conselho da Administração da ENDE, Helder de Jesus Adão, disse que as partes já chegaram a um acordo em 14 dos pontos apresentados pelos funcionários restou apenas um ponto que tem haver com o aumento de Salários na ordem dos 100%.

“No dia 16 solicitamos uma reunião na Inspensão Geral do Trabalho e voltaram a convocar uma assembleia no dia 19 de Junho, dois ou três dias depois, dizem aos trabalhadores que há um caderno reivindicativo e o primeiro já está esgotado, nós vamos preparar um outro caderno. Como é que o” SEARS”, antecipa uma greve na ausência de um caderno reivindicativo?”

“A intensão da greve é tão grande que os colegas anunciaram sem o caderno, no entanto, nós entramos em negociação com o segundo caderno reivindicativo que tem 15 pontos e que já chegamos a um acordo com 14 pontos um deles que é o aumento Salarial.”

Não há este concesso porque os números não nos permitem fazer estes aumento nós somos uma Empresa que comercializamos energia, produto sensível temos temos responsabilidade social, estamos atravessar momento difícil”.

Segundo Helder de Jesus Adão, vários procedimentos foram feitos para a atualização salarial dos trabalhadores de todos os sectores, incluindo o de fundo de pensões, e o PCA da ENDE, foi mais longe e disse que existe má-fé por parte da comissão Sindical ao pretender decretar uma greve a qualquer custo admitiu ainda avançar com uma Ação Judicial por incumprimento de pressupostos legais.

” A Comissão Sindical não está a mostrar coerência e interesse em resolver os problemas dos trabalhadores parece que têm outras motivações é que de facto nós temos ainda outros problemas sociais para resolver e que não consta nos dois cadernos reivindicativos, e vou dar um exemplo que é o fundo de pensões, os colegas que viram da ex EDEL, têm beneficiado alguns fundos de pensões da Segurança Social, ou seja, quando forem para reforma ou todos que vão para a reforma têm benefício no fundo, os colegas da EX EDEL, não tinham este benefício e é claro que estamos todos na ENDE, e há essa desigualdade e o que nó sentimos que parte dos colegasda comissão Sindical, tem este benefício, Rematou”.