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Estudantes acusam o “ISPT” de exploração e extorsão

Os estudantes do 5º ano do curso de contabilidade no Instituto Superior Politécnico Tocoista, em Luanda, denunciaram em exclusivo ao O PRIMEIRO, as supostas manobras usadas pela instituição, para extorquir os finalistas que demostram-se agastados com a situação.

Segundo fontes que confidenciaram a informação, alegam que no plano curricular não contempla a elaboração de uma monografia, mas a instituição coloca como condição sine qua nom, para a entrega dos diplomas:

“Somos estudantes do curso de contabilidade e finanças, e estamos a fazer cinco (5) anos curricular e vamos estudar os 2 semestres com apenas três cadeiras por semestre e estamos a pagar 100% do valor da propina, mas sabemos que os cursos de gestão só fazem 4 anos, quando cinco não há defesas e estão a nos obrigar a fazermos monografia visto que não é algo certificado no nosso plano curricular” disse a fonte.

Sobre o surgimento das monografias, os estudantes acusam a instituição de usar o tal artificio para extorquir mais dinheiro dos finalistas:

“Quando ingressamos para instituição e pedimos satisfação, porquê de cinco anos? Afirmaram-nos categoricamente, que era por causa do estágio lecionado por monitores da ocpca(ordem dos contabilistas e peritos contabilista), como esse mesmo estágio tem a maturidade de 11meses houve a necessidade de termos cinco anos curricular.
Nos disseram isto com todas as letras”
confidenciou ao O PRIMEIRO.

No entanto, questionada se os estudantes já tentaram entrar em contacto com a direcção da instituição, a resposta foi de que, da última vez que tentaram solicitar uma reunião, não obtiveram sucesso.

“Soubemos que a ordem quebrou o convénio com a instituição e ainda sim eles não foram claros e credíveis connosco, pedimos reuniões, esclarecimentos e não tivemos êxitos. Então, como eles viram que já não podem nos proporcionar o estágio nos obrigam a fazer monografia, que consideramos como biolo, fácil termo. Tentamos abandonar essa instituição mas não conseguimos, porque a estratégia deles pra nos segurarem lá, foi : Não emitirem declarações desde dezembro de 2019, até à data presente” acusou a estudante que fala em nome dos estudantes do quinto ano no curso de contabilidade.

De salientar que, num dos áudios que O PRIMEIRO teve acesso, via Whatsapp, uma das estudantes que encabeça as denúncias, recebeu ameaças, por parte do coordenador do curso de ciências económicas, identificado como Dr Nelson.

No cumprimento do principio do contraditório, O Primeiro contactou em primeira instância, por telefone, à direção da instituição, pelo que a mesma prometeu se pronunciar oportunamente aos nossos microfones.