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Ataque de rebeldes na República Democrática do Congo deixa 46 mortos

Pelo menos 46 pessoas foram mortas em território Irumu, no nordeste da província de Ituri, na República Democrática do Congo, após um ataque atribuído a rebeldes ugandeses das Forças Democráticas Aliadas (ADF), informaram as autoridades locais.
O ataque ocorreu nesta quinta-feira e, de acordo com fontes da sociedade civil local citadas pelo portal congolês “Actualité”, mulheres e crianças estavam entre os civis mortos.

“Fomos alertados sobre um ataque ADF em Abombi, na sede do Walese Vonkutu. Infelizmente, vários pigmeus foram mortos. A última informação é que 46 pessoas foram mortas”, declarou o ministro do Interior da província de Ituri, Adio Gidi.

Segundo ele, os responsáveis pelo ataque fazem parte da milícia ADF-NALU, um subgrupo que responde à sigla do Exército Nacional para a Libertação de Uganda e foi criado em meados dos anos 90 como resistência ao presidente ugandense, Yoweri Museveni.

“De acordo com os feridos e sobreviventes, o número de mortos teria sido maior”, afirmou Gidi, que salientou que trabalha com dados provisórios.

Quase todos os mortos são pigmeus da sede do Walese Vonkutu, perto da província do Kivu Norte, onde as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) vêm combatendo os rebeldes da ADF há anos.

O grupo rebelde iniciou sua violenta campanha em 1996 no oeste de Uganda como resposta política ao regime Museveni, mas o exército forçou sua retirada para a fronteira com a RDC. Da periferia, realizam ataques e saques para obterem alimentos em território congolês.

A agenda de interesses da ADF é difusa. O grupo tem uma possível conexão com a organização jihadista Estado Islâmico e um modus operandi de guerrilha que tira proveito de uma geografia montanhosa, o que lhe permite fugir das operações do Exército e a missão de estabilização das Nações Unidas no país (Monusco).