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Cesta básica com os preços ainda mais altos nos próximos dias

O mercado do Cantinton, em Luanda, foi o local que a nossa equipa de reportagem, apesar de todas as dificuldades de acesso,  escolheu, para radiografar, no dia 8 de Novembro, os preços de Sexta Básica, numa altura em que nos aproximamos em épocas festivas. 

O relógio marcava 12h45 minutos, quando a equipa de reportagem, composta por 2 profissionais, chegou no mercado transportados por uma motorizadas, um dos escassos meios capazes de chegar naquelas zonas devido ao  mau estado das vias, principalmente em épocas chuvosas.

Era visível o semblante feliz das vendedoras, ao se aperceberem da nossa presença no local, naquele meio dia ensolarado.


Durante a nossa reportagem, constatamos que os preços de Sexta básica continua razoáveis, porém, como nos conta uma das vendedoras do mercado, Carolina Ernesto, que por curiosidade foi estudante, durante 2 anos na Universidade Agostinho, onde fez Ciências da comunicação, mas que foi obrigada a abandonar devido as condições e abraçar a venda no mercado do Cantinton para o seu sustento e de sua família, disse que os preços podem subir em função da procura e da escassez nos armazéns:

“Noutrora os preços de Sexta Básica aqui no Cantinton, eram acessíveis, mas Atendendo ao tempo, e vamos entrar já nas quadras festivas, o preço subiu..” disse a Carolina.

Apesar de reconhecer que, a subida de preços vem acontecendo ao longo dos anos, devido aos vários factores, Carolina Agostinho aproveitou a oportunidade para apelar aos órgãos competentes, uma intervenção de modo que, estes produtos estejam disponíveis nos armazéns e ao melhor preço para se evitar especulações.

Já outra vendedora que preferiu não se identificar, garante que os preços estão acessíveis, e já não aumentam há 2 meses.

“Eles sobem os preços, por isso quando compro para vender, também tenho que subir para poder ganhar qualquer coisa”

Questionada pela repórter Marta Mumbanda, sobre uma possível subida de preços, a vendedora disse:
“O preço do açúcar está custar 450 kzs quilo, mas em tempos normais custa menos, até estes preços estão já assim praticamente há dois meses” garantiu.

A equipa seguiu para um mercado mais formal de modo a fazer a comparação adequada de preços, e o super Mercado KERO foi o escolhido, onde embora não autorizados a fazer imagens, a equipa constatou uma movimentação frenética na procura dos produtos naquele estabelecimento comercial, mas ainda assim, um funcionário que preferiu o anonimato, revelou-nos que baixou a procura dalguns produtos, como é o caso do feijão.

Por: Redação

Repórteres: Fernando Lucas & Marta Mumbanda