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COVID-19: MPLA e UNITA em risco de punição por violação do Decreto Presidencial

As normas do novo decreto presidencial da situação de calamidade pública relativa à Covid-19 que entrou em vigor em 9 de junho, anunciadas pelo Ministro de Estado e chefe da Casa Civil do presidente da República, Adão de Almeida, proíbe o ajuntamento de Dez ou mais pessoas nos locais públicos. Razão pela qual, o Executivo decidiu manter as medidas bem como o encerramento dos Cinemas, as festas em salões e limitadas a 15 pessoas em casa, no entanto, essas medidas servem para conter a propagação do vírus no País, mas que têm sido violadas pelos partidos políticos com o maior assento no parlamento.

Por outro lado, Angola vive o momento das campanhas pré-eleitorais para as Eleições gerais em 2022, os partidos com assento parlamentar, MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS e FNLA, têm estado a realizar atividades de massa um pouco pelo país, em desobediência às regras impostas através do Decreto Presidencial que proíbe os ajuntamentos e orienta o cumprimento das medidas de biossegurança contra a pandemia da Covid-19. o partido MPLA, realizou um acto de massas no Largo das Escolas, tendo, para o efeito, o Governo Provincial de Luanda, encerrado o espaço, onde inclusive pararam as operadoras de transportes públicos em na cidade capital.

Já para a UNITA, maior partido da oposição, transformou, há cerca de oito dias, em acto de massas, o funeral de cinco de seus militantes da província de Benguela, que perderam a vida num acidente de viação.

Por esta razão a Comissão Multissetorial, convocou estes partidos políticos para uma reunião de trabalhos nesta Terça-feira, às 16 horas, no edifício CIF-LUANDA ONE.

De recordar que, a Comissão para Prevenção da Covid-19, considera que as actividades de massa que os partidos realizam, colocam em causa o cumprimento das regras de biossegurança definidas no Decreto Presidencial nº 150/21 de 8 de Junho violando assim o Artigo 23”.