Em DestaqueFlashPolítica

O Primeiro emprego pode vir do lixo

Com as empresas de limpeza fora de serviço desde Dezembro último por motivos de dívidas, a cidade capital angolana acumula um amontoado de lixo que não passa despercebido nos olhos de quem diariamente labuta em Luanda, suscitando interesse de quem deseja investir no Lixo para gerar o seu lucro e consequentemente empregar mais pessoas.

A última informação da semana, chegou da empresa BTC-ECO, que actua no ramo de transformação de resíduos sólidos, adiantando que vai aproveitar a problemática da cidade para gerar mais empregos.

O Presidente  do conselho Executivo daquela empresa, Sérgio Hirose, garantiu que a BTC-ECO já tem a permissão para operar, começando em Maio, tendo as instalações previstas para a  ZEE “Zona Económica Especial.

Espera-se que sejam criados mais de 1.000 postos de trabalhos com a empresa de transformação de lixo em produtos reutilizáveis.

248 MIL MILHÕES DE DÍVIDAS

Nesta Sexta-feira, 12, a governadora de Luanda deu a conhecer o estado da cidade, no que concerne às limpeza, reconhecendo que a elevada dívida para com as empresas responsáveis pela recolha dos resíduos, foi o factor determinante para o encerramento dos serviços das mesmas.

Segundo a governadora de Luanda, Joana Lina, o seu pelouro está a cumprir todos os procedimentos legais para o lançamento de concursos públicos com base num modelo aprovado, em dezembro de 2018, pela comissão económica do Conselho de Ministros. 

“Neste contexto, não tivemos muita alternativa senão falar com cada uma delas (operadoras), explicar as dificuldades financeiras e a incapacidade de liquidar a dívida que já ascendia os 246 mil milhões de kwanzas (308 milhões de euros)”, explicou.