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PN barra manifestação da comissão instaladora do PRA-JA no Namibe

Se por um lado o cordão policial inviabiliza manifestação organizada pela sociedade cívil em parceria com os partidos da Oposição, no Sábado último, 24, em Luanda, por outro lado, na província desértica do Namibe, a mesma polícia inviabiliza manifestação de membros da comissão instaladora do projecto político “PRA-JÁ SERVIR ANGOLA”, de Abel Epalanga Chivukuvuku.

Uma manifestação que tinha como objectivo exigir lisura e transparência no tratamento do recurso interposto ao tribunal constitucional (TC) sobre a transformação da coligação em partido político foi brutalmente impedida pelas forças da ordem e segurança daquela cincunscrisção do território nacional, segundo apurou o “O PRIMEIRO”

De acordo com o coordenador da referida comissão instaladora na província desértica, Gildo Capitão José, o grupo mais do que preocupado lamentou a postura apresentada na altura pelos supostos homens da “farda azul” com vista ao impedimento premeditado da marcha dos membros daquele embrionario projecto partidário, que aparentavam cumprir com todos os procedimentos e passos legais

“Nós tínhamos a autorização do governo provincial, porque mandámos o documento e a polícia soube. Mas ainda assim, infelizmente, fomos impedidos. Já não sabemos que destino o MPLA ou o partido da situação quer dar a este país”, lamentou.

Por outro lado, o político fez saber que o projecto tem vindo a cumprir e a preencher com todos os requisitos que garantem a passagem- legalização- de uma formação para um partido político.

“A nossa manifestação visava exigir e pressionar a legalização do PRA-JÁ. Nós cumprimos com todos os pressupostos, tal como os cidadãos têm vindo a acompanhar; mas ainda assim temos sido injustiçados pelo TC”, acusou.

Na mesma senda, o político mostrou-se profundamente agastado d preocupado com as actuais posturas das forças da ordem e segurança que deviam, na sua visão, garantir a tranquilidade daqueles que reclaram e exigem cumprimento de seus direitos e garantias fundamentais plasmado na carta magna da república- CRA.

” É com bastante preocupação que acompanho a macabra postura daqueles que deviam proteger os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos”, disse.

De recordar que a iniciativa do PRA-JÁ SERVIR ANGOLA em realizar tal protesto face aos constantes chumbos da sua embrionária formação pelo tribunal constitucional coincidiu com a manifestação que decorreu neste Sábado último, 24, em Luanda, que culminou com a detenção de centenas de jovens; dentre eles Jornalistas, Políticos e Cidadãos comuns, respectivamente.

Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita