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Vera Daves considera que o reajuste dos salários na função pública é algo “desafiador”

A ministra das finanças Vera Daves, falou nesta segunda-feira ,15, na presença de jornalistas e alguns ministros de Estado sobre o orçamento geral de estado( OGE) para 2022.

Relativamente aos reajustes dos salários na função pública, a guardiã das finanças angolanas, considerou “desafiante” face à necessidade de repor o poder de compra das famílias que perdeu nos últimos anos.

“Mas temos de ter dinheiro para fazer isso de forma sustentável, não queremos começar e depois ter de reduzir. Temos estado a refletir até onde podemos ir, estamos a calibrar esses cenários. Queremos atender aos anseios e expetativas dos profissionais, mas temos de ter cautela, temos de avançar na medida das nossas capacidades”, frisou.

De realçar que vários fóruns foram debatidos, a ministra deu como exemplo os cortes que têm incidido sobre um conjunto de regalias dos órgãos judiciais, referindo-se aos pedidos de residência para todos os magistrados, bem como aquisição de viaturas e viagens: “não temos vindo a ceder, não temos dinheiro para dar e não damos”, destacou.

A responsável da pasta das Finanças disse também que o Ministério não é responsável por todas as decisões no que diz respeito à despesa, impondo apenas tetos.

“É também um tema de responsabilidade individual de cada gestor publico. Se tem dificuldade de manter o elevador e vai a uma conferência e leva uma delegação grande, isto são decisões quotidianas que cada gestor tem de tomar”, comentou, acrescentando que o ministério está atento e vai “aconselhando” os gestores.

“É cada vez mais importante pensar no perfil do gestor público”, realçou, notando que estes são cada vez mais responsabilizados pelas suas decisões, aludindo aos vários casos que estão a ser investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A proposta de OGE para 2022 foi aprovada na generalidade no dia 09 de Novembro, e vai agora ser discutido na especialidade.