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Elite intelectual “dá berro” à polícia angolana

Imagem ilustrativa retirada na internet

A elite intelectual angolana despertou, na última semana, aos ‘berros’ chegando a sancionar de forma veemente as acções da Polícia Nacional na Vila Diamantífera de Cafunfo, no Município do Cuango, na província da Lunda Norte, em que morreram cerca cinco pessoas e outras cinco estão gravemente feridas fruto de uma manifestação não autorizada pelo Governo Provincial.


A Policia Nacional, no local dos acontecimentos, nega os ‘berros’ da classe intelectual e diz que os manifestantes apresentavam-se munidos de arsenal militar e tinham como objectivo destituir o poder instituído, através do içar de uma bandeira desconhecida entre angolanos, os homens do Ministério do Interior viram-se na obrigação de defender a soberania nacional.


A justificação da Polícia Nacional caiu em saco roto e as elites, nomeadamente, intelectual, académica e religiosa condenaram a reacção desproporcional à acção dos manifestantes. Aqui, a minha intenção não é julgar ninguém à hasta pública porque, eu, pessoalmente, defendo a vida.


Gostaria, muito sinceramente, chamar atenção elite intelectual angolana em que muitas das vezes tem sido parcial nas suas abordagens, dando, desta forma, alguma ousadia aos manifestantes angolanos. Penso que se deve condenar qualquer intensão de inversão à ordem pública no território nacional, mas, isto, não significa que as pessoas devem ser mortas indignamente / propositadamente.


Entretanto, as manifestações realizadas em Angola, concretamente na Lunda Norte, muitas delas são motivadas pelas desigualdades sociais, assimetrias regionais, desemprego acentuado, pobreza extrema. Contudo, Angola é o único País do Mundo em que cidadão pobre, mesmo estudando, não consegue emigrar para as outras classes económicas por não haver oportunidades.

Por: Osvaldo Manuel, Comunicólogo